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Mais curtos e focados na demanda do mercado, cursos de tecnologia ganham cada vez mais adeptos
São grandes os atrativos dos cursos superiores de tecnologia, que prometem oferecer uma formação voltada diretamente às necessidades do mercado e possuem uma duração menor do que os bacharelados e licenciaturas. Não é à toa que tanto brasileiros, principalmente na faixa entre 25 e 45 anos, têm procurado os cursos tecnólogos. Entre 2002 e 2007, o número de alunos que ingressou nesse tipo de graduação cresceu 390%, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Em comparação, o número de alunos no ensino superior regular no mesmo período subiu apenas 22%. A oferta desses cursos também acompanhou a demanda. Exemplo disso é o caso da Potifícia Universidade Católica do Paraná São muitas as opções para quem deseja cursar uma graduação voltada às necessidades imediatas do mercado. Por serem mais práticos e sintéticos, os cursos têm currículos de menor duração do que bacharelados e licenciaturas. Os cursos tecnológicos abrangem os mais diversos setores. O Ministério da Educação, em seu catálogo de cursos tecnológicos (que pode ser acessado pelo site http://catalogo.mec.gov.br), os divide em dez áreas: Ambiente; Segurança e Saúde; Controle e Processos Industriais; Gestão e Negócios; Hospitalidade e Lazer; Informação e Comunicação; Infraestrutura; Produção Alimentícia; Produção Cultural e Design; Produção Industrial e Recursos Naturais. Permitem o ingresso em pós graduações lato e stricto sensu - especializações, mestrados e doutorados. O tecnólogo também pode concorrer normalmente a uma vaga em concursos públicos que exija curso superior - exceto no caso do edital recomendar um bacharelado ou licenciatura em específico. Em relação ao salário, o tecnólogo pode ganhar tanto ou mais do que bacharéis e licenciados. Na prática, porém, alguns setores, como a da engenharia mecânica, podem valorizar mais os que cursaram o ensino superior regular. Diante desse imenso contingente de tecnólogos formados a cada ano, a Gazeta do Povo procurou descobrir como essas pessoas são vistas pelo mercado e se elas têm de fato encontrado colocações. Potenciais e restrições Atuando há mais de uma década na área de recursos humanos, as profissionais Eliane Catalano (analista sênior da empresa Nossa RH) e Ariane Woehl (gerente de relacionamento da RH Center) contam que, antigamente, o mercado era bem mais resistente em aceitar os tecnólogos. "Hoje as empresas já abrem vagas pensando em contratá-los. E se porventura elas se esquecem de fazer isso, nós mesmos indicamos tecnólogos para determinadas funções, e eles muitas vezes são contratados sem problema algum", diz Eliane. Na avaliação de Ariane, como a presença dos cursos tecnólogos é considerada recente no Brasil (o MEC passou a incentivá-los só a partir de 1998), a formação esbarra ainda no desconhecimento de parte do mercado. "Até hoje há empresários que me perguntam se esse é um curso superior", relata. Segundo a gerente da RH Center, a aceitação dos tecnólogos também varia de acordo com certos nichos de trabalho. " Nas áreas comerciais e administrativas, por exemplo, a aceitação é maior", diz. Ela cita o exemplo da própria empresa em que trabalha, que recentemente contratou uma tecnóloga formada em gestão de RH ". Ela está se dando tão bem ou melhor na função quanto se tivesse um bacharelado em psicologia ou administração, como costumam ter a maioria dos profissionais de recursos humanos." Um exemplo de empresa que, em princípio, não faz restrições a tecnólogos é a paranaense Sigma, que atua na área de sistemas de informação. "Independentemente de ser tecnólogo ou bacharel, o que vale para nós primeiro é se a pessoa tem conhecimento técnico, e se ela passa nas avaliações que fazemos", afirma o diretor de tecnologia da Sigma, Dante Barleta Filho. Segundo ele, do quadro funcional de sua empresa, composta por 350 funcionários, 20% são tecnólogos. Dessa parcela, há muitos empregados que já trabalhavam sem ter um nível superior e que fizeram o curso tecnológico para obter um diploma, exigência que passou a ser feita pela empresa.
Fonte: Gazeta do Povo |
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